domingo, 21 de outubro de 2012

Montanha a Cima


Esse post é multi tema, já que nao escrevo a algumas semanas vou tentar fazer um resumo das aventuras. 

Primeiro a minha promoção. Subi de analista pra líder de um time de 4 pessoas. Sabia que a mudança nao seria fácil, por que no meu time tinha varias pessoas que queriam a posição de líder e a empresa então fez um processo de seleção bem longo, com analise de currículo e até entrevistas. Quando o resultado saiu fiquei super contente. Mas com a promoçao os que eram colegas viraram inimigos mortais, ainda mais porque sou nova comparado a algumas pessoas do time e isso por aqui conta muito, é uma sociedade que privilegia idade. Enfim, agora tenho muito mais responsabilidades, mas horas pra trabalhar por semana e mais gente querendo minha cabeça. Então acabo meus dias destruída e querendo me esticar no sofá e fazer nada. Daqui parto pro meu próximo tópico: a dieta.

To seguindo a dieta a risca, mesmo quando tenho visitas preparo doces, carboidratos e nao os como. No entrando parte da dieta é fazer exercício, 30 minutos de caminhada mais uma seqüência de abdominais 7 dias por semana. Mas com o cansaço e desanimo das minha primeiras 2 semanas no novo cargo nao fiz nada disso e estacionei. Passei 4 dias com o mesmo peso e comecei a me preocupar. Durante o período da mãe natureza eu até coloquei de volta um quilo. Decidimos dar uns dias pra ver se meu corpo perdia a batalha contra a dieta e nao funcionou. Ontem resolvemos apelar e subir uma montanha, literalmente, pra ver se o desgaste físico me colocaria de volta na dieta e funcionou. Hoje eu finalmente vi diferença na balança. Hoje completo 6 semanas e 6,5kg a menos. Nao tão rápido quando eu gostaria, mas já vejo uma diferença enorme no meu corpo. A cintura diminuiu bem e já entro em jeans que nem passavam das coxas um mês atraz.

A montanha. Acordei cedo, fiz compras, mariei as carnes da semana, voltei no mercado porque um dos bifes que comprei estava expirado, voltei, assei duas trutas pra almoçar e dois files extras pra comer durante a semana. Lu cuidou da loça e o como estava sol começou a planejar uma caminhada. Onde? Vamos longe um pouco pra variar a vista. Gruyeres? Pode ser. Muito sensato ele sugeriu de subirmos de teleférico e voltarmos andando montanha a baixo, mas eu muito teimosa falei que nao, que era melhor subir que queimaria mais energia e desceríamos de teleférico. 


Achamos uma trilha na internet de 2 horas nível fácil e fomos. Fica 30 minutos de carro de casa, no escritório de turismo a atendente explicou o trajeto e disse que tinha uma parte íngreme que era difícil, mas o restante das 2 horas era fácil. Três da tarde, o teleférico fecha as 17:30, então nao poderíamos atrasar muito a subida. Acima tem uma imagem do mapa, mas a trilha corta por dentro da floresta, que é mais íngreme, mas mais curto.

Primeiro trecho. 

Trinta minutos de subida leve e eu estava morrendo sem ar, um grupo passou pela gente descendo e disse que os proximos metros seriam dureza e nos desejou boa sorte. Com uma hora meus joelhos tremiam e sentamos um pouco pra descansar e alongar. Eu nao queria desistir, mas estava com muito medo de nao conseguir chegar lá a tempo e nao ter forças pra voltar ou ter que voltar no escuro. Lu nao insistiu, me deixou decidir e decidi tentar subir. Fizemos 400 metros de subida em 1 hora e os últimos 400 metros em 1:10. Sao uns 11 quilometros. Cheguei só o pó. A vista é linda, mesmo destruídos conseguimos aproveitar. O céu limpo e azul, dava pra ver toda a região de Gruyeres. Muito bom. 
Metade do trajeto é dentro dessa floresta.

Fico decepcionada com a minha desenvoltura esportiva, queria ter mais resistência. Apesar de ter gostado muito de ter subido, depois do ocorrido claro, pq na hora eu só consegui me chamar de burra teimosa pq devia ter descido como o Lu sugeriu, eu acabei o dia passando muito mal, enjoada do cansaço e hoje to com uma dor de cabeça de sinusite insuportável. Tava 16 graus e sol, nao imaginei que ficaria tão ruim da sinusite nessas circunstancias. Agora tenho que achar forças pra continuar me exercitando durante a semana e tentar um outro morro semana que vem. Me desejem sorte, ou como dizem por aqui "bon courage!"

As escadas... Quase no fim!
Ultimo trecho.
A recompensa!

domingo, 30 de setembro de 2012

Nosso Porto Seguro



A algum tempo estamos falando em comprar uma casa ou apartamento, mas entre ir morar longe numa casa nossa ou morar próximo ao centro e ao lago pagando aluguel preferimos ficar onde estamos, pelo menos por enquanto. Mas estavamos precisando de um projeto e decidimos entao comprar algo no Brasil. Um lugar pra ser nosso, pra quebrar parede, pintar, por prego. Enfim um lugar onde quem manda mesmo somos nós dois. Psicologicamente também vai servir de Porto seguro, um lugar pra ir quando cansamos do resto do mundo. A vantagem de comprar no Brasil e nao na Suíça é que se um dia decidirmos mudar de pais nao teremos impedimento nenhum. 

Um outro fator que pesou é a canceira que da ir pro Brasil, alem de muitas horas voando sao muitos trajetos internos pra visitar meus pais em Lins e os do Lu em Maceio. Acabamoos nao descansando tanto quando se viajássemos pra outro lugar. Lu e eu adoramos o interior de Sao Paulo, mas nao eliminaríamos os trajetos a Maceió, pq a família dele é grande. A minha ao contrario é pequena e meus pais já aposentaram então tem muito mais flexibilidade pra viajar.

Cidade decidida: Maceió!

Agora como acharíamos um apartamento que nao tivesse um condomínio absurdo, nao fosse tão velho que requeresse muita manutenção e fosse nao muito longe dos pais do Lu? Demorou umas semanas e achamos um perfeito! Próximo a praia, nao longe dos pais, nao muito caro e ainda próximo a uma praça. Entramos em contato com a construtora e eles nos disseram que nao tinham mais o apartamento que queríamos. Meleca! Mas tinha um igual de fundo, sem vista pra pracinha. Ponderamos um pouco e descidimos compra-lo. Só vai ficar pronto em 2014, mas já temos uma amiga olhando a planta e negociando as mudanças com a construtora.

Acho que as pessoas se perguntam, pq nao compramos um flat e alugamos quando nao estamos lá? Porque nao quero ninguém dormindo na minha cama e usando minha casa quando nao estou lá. É meu porto seguro, nao é pra lucrar, é pra estar lá quando eu precisar. Se amanha descidimos morar em onde quer que seja, vou sempre ter esse lugar pra mandar minhas coisas e guardar minhas lembranças, posso viver com uma mochila, desde que a qualquer momento eu possa pisar no meu porto seguro novamente. Mesmo que nao tenha emprego em Maceió, temos uma longa conexão com a cidade, o irmão do Lu mais novo tem só 2 anos, mesmo que todos os irmãos mudem pra outro lugar pra trabalhar ainda temos uns 20 anos antes que isso aconteça.
A foto da planta é do folheto de vendas, então nao é igualzinha ao apartamento, tem uma coluna maldita que o desenho nao mostra e que só ficamos sabendo depois de pagar e assinar o contrato, claro! Então nao vamos poder fazer a reforma que queríamos com uma cozinha enorme. Mas até 2014 tem chão e vamos receber o apto sem o quarto e banheiro de empregada, assim a cozinha fica maior, mesmo com o maledeto pilar no meio.

Já fiz e refiz a decorações na minha cabeça, eu gosto de muitos estilos e mesclar tudo nao é fácil, mas eu sei exatamente o que nao gosto, o que facilita muito! O mais importante é que em 2 anos entramos no nosso primeiro apartamento. Já era tempo! 

domingo, 16 de setembro de 2012

A vida sem arroz


Brincando com o Yamato no quarto japonês no niver de 2 anos dele.

Tivemos finais de semana bem corridos e semanas com muito trabalho. Visitamos amigos em Zurich, fizemos festinha em casa, almoçamos com amigos, Lu andou viajando.... e nesse ritmo não é fácil manter a linha. Bom nunca foi fácil pra mim manter alinha, mas ultimamente andava extrapolando e as calças 46 se recusaram a fechar. Então comecei uma busca por dietas.

Tentei a contagem de calorias, não deu certo. Não gosto de contar pontos, então logo desisti da vigilantes do peso. Aumentar a ginastica? Nao há ginastica que consuma o que como de arroz, queijos e chocolate. Tambem nao consigo engolir os shakes. Tentei umas capsulas e me deu dor de estomago e nao diminuiu a fome. Então achei a dieta Dukan, que a tempo ouço falar por causa do casamento real, mas nunca tinha investigado a fundo. Perguntei pra algumas pessoas que tentaram e todas ou desistiram no meio ou engordaram tudo novamente. Mas falei com o Lu e ele topou fazer comigo.

Apesar de pra mim ser dificílimo ficar sem comer carboidratos, eu acho que o corte total é melhor que a redução parcial. Zero ou um, ou tudo ou nada funciona melhor comigo. Além disso é uma dieta fácil pro Lu, que ama carne, e eu não conseguiria fazer sem ele. 


A semana que passou fizemos a primeira fase, que só pode comer carne magra e laticínio com zero gordura. Apesar de nao ter sentido fome nenhum dia, fiquei extremamente cansada. Troquei o sal por um sal com pouco sódio e passei a beber o dobro de água, então nao tinha forças nem pros 20 minutos de caminhada mandatário na dieta. Nao consegui me concentrar no trabalho, nem por meia horinha, sempre exausta e mole. Acho que pela falta de exercícios nao perdi quilos tão rapidamente quanto queria. Mas em vez de 4 dias na mesma fase fizemos 6 dias.

Foi uma semana difícil e vai ser mais difícil agora na fase 2, com a introdução de legumes a dieta ganha vitaminas, mas demora mais pra perder peso e pelos cálculos do site ainda vou precisar de 3 meses pra chegar ao tamanho 42. 

Gostei do que o site e o livro propõe, por exemplo eu queria ir ao tamanho 40, mas passei os últimos anos no 44, então a proposta da dieta é me colocar no 42, pq o 40 seria sofrível demais manter e ainda teria o problema de pele que nao é mais tão elástica. 


Coloquei a imagem do plano aqui, mas as datas estão erradas, pois já estou no 78.7, então devo atingir a meta no ultimo dia do ano. Vou entrar 2013 magra pra prometer alguma outra coisa dessa vez.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Celebrando a Suiça


Olha que engraçado, todo dia eu chego na empresa e digo "Bonjour, Bonjour, Bonjour, Morning, Morning, Morning!"  (3x Bom Dia em frances e em ingles). Sempre começo meu emails por "Hi There,". E hoje vim começar o dia no computador e travei, nao sabia como começar, minha cabeça deu um tiuti! 

Deve ser sintoma do promeiro dia de ferias, que mal começou e já to achando curta demais. To em casa por uma semana, aproveitei o feriado do dia nacional pra descançar.

O dia nacional, ou Festa Nacional da Suíça foi oficializado em 1891, mas nao era realmente nacional, porque alguns estados nao comemoravam. Só virou oficialmente nacional em 1994. Celebrasse o dia do primeiro tratado que deu origem a Suíça, na época eram 3 estados, que em 1291 se uniram numa confederação. Hoje sao 26 estados. É a época do ano que colocasse bandeiras nas janelas, decora a casa com lanternas e tudo que der vermelho. Cada cidade organiza uma festa, com barracas, eventos musicais. Lu e eu aproveitamos e demos uma volta sábado, qdo tiramos essa fot aí em cima.

Eu gosto bastante dessa época pois as lojas de decoração vendem varias coisas vermelhas em promoção. Ver as pessoas usando camiseta do pais, enfeitar a casa pra celebrar união também é bom. Nao aprendemos a sentir isso no Brasil, vestir a camisa aí só no futebol. 

Aqui também tem politicagem, corrupção, racismo, também tem roubo, contrabando, trafico, mas mesmo assim ainda se aprende a ser cidadão, a cuidar da sua cidade, a respeitar o próximo e a gostar do seu pais. Então nao tem desculpa pra nao vestir a camisa do Brasil fora da copa. Ah e por favor, vestir a camisa do Brasil pra viajar pela Europa é ridículo! Tão amador, só vai atrair aproveitador e batedor de carteira. "Olha ali o brasileiro endinheirado".

Voltando pra minha ultima semana, assistimos a abertura das olimpiadas interinha. Que máximo. Depois de Beijing eu tava esperando uma monstruosidade de efeitos especiais e a Inglaterra fez muito bonito, foi original e celebrou do seu jeito. Achei fantástico que todos os países mandaram pelo menos uma mulher, que teve um pouco da história do pais e nao das olimpiadas e que os trabalhadores que construíram o estádio puderam participar. Foi uma festa justa como as olimpiadas deve ser.

Eu sei que no Brasil vai ser um carnaval, que vão dar pros malas da Globo fazer e vão por parintins, mangueira, a chaterrima da Débora nao sei o que pra dançar e outras coisas que carioca acha que é cultura ou que é Brasil.  Deviam estar investindo em esportes e ter brasileiro em todas as modalidades em Londres, mas estão mesmo é preocupado com os umbigos e com fazer dinheiro em cima da copa. Que tudo indica será um fiasco. 

Contei pra vocês que quando estrava no Rio a trabalho no hotel nao tinha ninguém que falasse inglês? Uma vergonha. Um senhor americano tava roxo de tanto gritar com o cara da portaria que nao entendia uma palavra de inglês e respondia em português pro cara voltar outra hora, quando o gerente estivesse lá. O americano só queria a senha da internet. Estava esperando um taxi e ajudei o porteiro. Mas imagina na copa? E nas Olimpiadas? Na China o inglês era ruim, mas pelo menos o governo investiu em treinar o povo.

Na China, 4 anos antes dos jogos, começaram a testar as flores das ruas, todo ano na época que seriam os jogos plantavam flores diferentes nos canteiros pra ver qual duraria mais tempo e melhor, pra planejar como enfeitar a cidade pro evento. Onde que vemos esse nível de planejamento no Brasil? 

Eu sei que tirei o dia pra reclamar do Brasil, é que uma amiga me mandou uma foto do lugar onde ela vai morar e eu fiquei tão decepcionada, uma rua central, essencial pra cidade, toda esburacada, calçada aos pedaços, postes cheio de fios. Fiquei inconformada. Por que nao se faz serviço direito? Nao canaliza os fios, mantém as calçadas, planta umas arvores.... 

Eu tenho pra mim que no momento que você abandona seu pais tem que parar de falar mal dele. Simplesmente porque vc nao paga mais impostos lá, nao vota (só pra presidente), nao participa da comunidade. Enfim, se nao ajudar em nada cala a boca e nao reclama. Mas hoje quebrei minha regra e nao me agüentei. Precisava desabafar com vocês. Queria muito ver um Brasil diferente, um Brasil pro qual eu me inspirasse a voltar.



domingo, 22 de julho de 2012

A Paella e a Pancada


Voltamos a escola culinária pela quarta vez, nessa aprendemos a fazer paella. O conceito de cozinhar e jantar com pessoas que nao conhecemos é bem interessante, mesmo que nao mantemos contato ainda é bom variar a conversa um pouco.
Fizemos uma salada de entrada, com crostine, que é um pão com qualquer coisa em cima, como brusqueta, mas quente. E de sobremesa fizemos ilha flutuante (isla flotante) que é uma sobremesa francesa que eu já tinha comido uma vez num restaurante e tinha odiado o gosto forte de ovo cru, mas a que fizemos era deliciosa e nao tinha gosto de ovo, mas de morango e amêndoas, amei!

O Lu mandou super bem na paella, até fez pra mim no final de semana sozinho! Acho que ficou nao só melhor, mas tbem mais bonita do que a que fizemos com o professor na escola. Essa aí da foto foi o Lu quem fez.

Essa final de semana nao fizemos nem os afazeres domésticos, só agora, oito da noite de domingo, coloquei roupa na maquina de lavar. É que sexta sai do trabalho e fui no mercado (tipo atacadao) sozinha, voltei pra Lausanne e peguei o Lu, já cansada, e ao descarregar as coisas do carro bati com a cabeça com tudo na porta do porta-malas, resultado muita dor de cabeça, só consegui cozinhar no sábado graças a dorflex, mas assim que o efeito passou a dor voltou com tudo. Nao dormi nada por dois dias então fui no pronto socorro hoje e me deram remédio. Dormi dopada a tarde toda. Agora que acordei e estou bem melhor. Fiz exames neurológicos e nao deu nada, só tenho um pequeno hematoma na cabeça e a dor teria sumido antes se ao invés de tomar aspirina eu tivesse tomado paracetamol. Na sexta tomei 2 aspirinas depois da batida e a medica disse que isso fez piorar a dor, porque evita que o sangue coagule, sábado tomei mais 2 que ferrou tudo de vez. Ela me recomendou paracetamol e ibuprofeno.

Enfim, nao aproveitei o sábado de chuva, porque nao conseguia dormir, nem o domingo de sol pois nao fiquei acordada. E amanha volto ao batente. Por que eu nunca fico doente durante a semana?




terça-feira, 17 de julho de 2012

Festival de Montreux

Faz tempo que quero falar do festival de Montreux e nao sei bem por onde começar, então decidi começar pela perspectiva de quem mora por aqui e espero que vocês nao desistam da leitura. Pros moradores de Montreux, o festival é um pesadelo, restaurantes, mercados, transporte lotado, ruas fechadas ao transito, um sofrimento. Pra completar sempre é na primeira quinzena de julho, mesma época das ferias escolares em que o governo aproveita pra reformar as rodovias, então ou você sai da Suíça ou suporta a loucura. 
O coração do festival esta na orla, na beira do lago com os músicos esparramados e barracas de comidas lotadas. Nao cabe nem mosquito de tanta gente, se tiver sol e for final de semana entao pode esquecer. Junta isso com muito álcool e gente com diferentes noções de educação, um coquetel pra tirar qualquer um do serio. 
O meu problema é que apesar de todo esse inferno eu nao consigo resistir, na primeira oportunidade quero ir ver e viver o clima de música que só existe no festival de Montreux. 
É um palco porta pra vários artistas aparecerem e conhecer outros, pra mim é só um lugar pra ir jantar ouvindo música, mas pros novatos é oportunidade e pros antigos nostalgia. 
Ano passado pagamos uma granas pra assistir um show sem graça em que o BBKing praticamente só conversou com amigos e nao tocou nada, mas depois do show teve o "after show" um bando de gente famosa e desconhecida de diferentes bandas que estavam por ali assistindo e subiram no palco pra tocar, Carlos Santana dando canja, foi legal demais e nem preciso dizer que só entrar no auditório de Montreux que parece um barco de madeira gigante já vale é lindo.
Esse ano nao compramos nenhum ingresso, ficamos só nos shows gratuitos. 
Eu querias ir num show brasileiro, todo ano tem uma noite brasileira, esse ano teve Jorge Ben e Adriana Calcanhoto(?). Mas acho ela chaterrima. Lu até disse que queria ir na noite brasileira no dia que os Paralamas viessem, mas todo ano é a mesma coisa, ano passado foi Ana Carolina e Adriana Calcanhoto. 
To aqui tentando escrever no trem, fui a Genabra renovar meu passaporte, mas estou rodeada de velhinhas falando suíço alemão, tem umas 6, e pra completar tem uma indiana que ta falando no celular já faz mais de meia hora. Eita mulherada tagarela.
Vontando ao festival, ave a mulher finalmente desligou o celular! Vale a pena visitar a Suíça nessa época, mesmo se a grana for curta e nao der pra ir num show, principalmente nos dias de tempo de chuva que a orla fica mais vazia. 
Agora ela ta fuçando nas sacolas, sao varias, e o trem ta cheirando curry. Muito figura.
Eu aproveitei que algumas meninas do meu time veio de Madrid pra trabalhar e fui passear em Montreux com elas, tbem fui com o Lu jantar e até planejamos de voltar no final de semana mas mudaram a agenda e a orquestra que queríamos ver nao apresentou então desistimos. 
Talvez essa satisfação de ver o festival de volta todo ano esteja relacionada com a chegada do verão, que mesmo nao sendo lá dos melhores, ainda mais esse ano que esta péssimo, ainda é sol dia e noite e ainda da pra usar chinelo e vestido. Acho que junta música, sol, "calor" e Suíça e me anima a encarar toda a loucura que o festival de Montreux representa pra quem mora por aqui.
Nao posso acabar esse poste sem incluir uma notinha, Monteux Jazz Festival é muito mais legal com amigos, entao espero que vocês fiquem curiosos pra conhecer o festival e venham me visitar ano que vem. Ano passado tivemos a Candice e o Carlos por aqui no festival e foi bom demais, mesmo com todos os "Aí que lindo!" da Candice :-) nos divertimos muito. Aí que saudades de vocês dois.

domingo, 1 de julho de 2012

Meu Marido Lindo

Essa semana foi aniversario do meu marido lindo. Compramos umas camisas novas,  preparamos um jantar especial juntos e eu enchi ele de beijos. 

São 36 anos de vida, e um terço dela viemos caminhando juntos. O Lu é minha paz, e quanto mais tempo passamos juntos melhor fica.